Bem-vindo

Bem-vindo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

6 meses

Quase 6 meses sem postar aqui, já não sentia segurança, havia um sentimento sólido e nítido de invasão, então decidi criar outro blog, um tumblr da vida que foi muito em vão, pois a invasão continuava a persistir. Descobri que lá no fundo essa invasão me acalentava, lá no fundo, por mais que eu não quisesse admitir isso tornava nas entrelinhas a certeza de muitas coisas que superficialmente pareciam incertas.


6 meses depois estou aqui, com um sentimento diferente no peito, mas não tããão diferente, porque sinto da mesma forma o meu olho arder e ainda sujo o lençol branco com o lápis da minha maquiagem, soco meu rosto no travesseiro pra abafar os grunhidos e gemidos que se confundem entre dor, sofrimento e prazer.


Incrivelmente minha cabeça consegue processar mil coisas ao mesmo tempo, chega um momento que não sei mais nem porque estou derramando um rio. Tento me acalmar, tento encontrar em algum pontinho verde um amparo, uma palavra amiga, alguma coisinha fofinha como "Você é bonita, não precisa passar por isso", ou "Isso passa, seja otimista, cuide mais de você" e mais qualquer outra coisa que possa considerar como consolo, mas os pontinhos não são verdes, são brancos, são desconhecidos, são inseguros, são vermelhos, são de qualquer outra cor, menos verde.



Uma vez disse em outro blog:
"Devo aprender a manter minha reservas de tchau e adeus pras pessoas corretas."




Com algumas pessoas isso se torna difícil, até você descobrir que mante-la perto de você apenas alimenta uma auto-confiança e auto-estima que te arranca qualquer expectativa de auto-afirmação. Minha dosagem de caridade e de maldade do ano se esgotou e não existe momento mais adequado de me recluir, meu momento nirvana no seu apogeu. 




Desculpa, me sinto exausta demais, dormente demais, sonolenta demais pra ouvir indiretas e levar batidas de porta na cara, já sou grandinha demais, sei me cuidar.
































Foto de: Francesca Woodman

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FECHADO

POR TEMPO INDETERMINADO.

PASSAR BEM, MEU BEM!

 __________________________________


 .

terça-feira, 31 de maio de 2011

You Could Be Happy





Snow Patrol
You Could Be Happy
You could be happy and I won't know
But you weren't happy the day I watched you go
And all the things that I wished I had not said
Are played on loops 'till it's madness in my head

Is it too late to remind you how we were?
But not our last days of silence, screaming, blur
Most of what I remember makes me sure
I should have stopped you from walking out the door

You could be happy, I hope you are
You made me happier than I'd been by far
Somehow everything I own smells of you
And for the tiniest moment it's all not true

Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do
More than anything I want to see you girl
Take a glorious bite out of the whole world




Escute:
Snow Patrol - You Could Be Happy  

Não se procura, nem se acha. Se descobre

Alguém que ao ver meu sorriso compartilhe também seu sorriso, 
e que veja em meu cabelo bagunçado uma forma de enrolar seus dedos e formar cachos, 
que possa se enfeitiçar com o meu jeito torto de correr 
e se apaixone pelas minhas tentativas de tocar violão, 
que goste da minha voz cantando no chuveiro e 
que se interesse pelo meu jeito de escrever.
Alguém que dê atenção aos detalhes do meu  rosto quando não percebo, 
que entenda minhas manias e que entenda o meu momento Natália,
que não deixe o vaso sanitário com a tampa levantada depois de usar,
que possa me repreender quando falo bobagem e que saiba pedir desculpa quando fala bobagem,
Alguém que entenda meu espaço como unicamente meu, que respeite meus desejos e vontades,  que ache fofo minha papinha debaixo do queixo e que ria de mim quando reclamo dela. 
que goste do meu corpo seja ele gordo, magro, médio, flácido e que consiga perceber a beleza da sua naturalidade....
Alguém que permita ser eu mesma e que não se permita mudar por mim.

Quero alguém na sua mais pura leveza, na alegria e na tristeza, todos os dias nessa vida... Até que o amor nós separe.

 By Natália Aragão


 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Acabou sendo outra coisa



O começo dos grandes acontecimentos históricos são sempre conflituosos, Jesus foi posto na cruz pelos seus ideais e suas crenças, Maria Madalena até onde se sabe foi chamada de meretriz, visto que essa é uma das ocupações mais antigas da história, e nunca ganhou seus méritos, ninguém coloca o nome da filha de Maria Madalena, Jesus ainda sim, mas Judas e Maria Madalena não... Galileu foi acusado das mais infames apreciações por ser o primeiro a falar do princípio da inércia e ser considerado um sonhador pelos seus feitos físicos e isso fez com que jurasse perante imbecis a negação dos seus ideais, mal da inquisição. Podre inquisição, imagina quantos gênios poderiam ter surgido nesse período....

"Epur si Muove!", traduzindo, " e com tudo ela se move ". 

Morreu cego e condenado pela igreja, longe do convívio público...

Ai ai.. faz parte da vida neh.=/

domingo, 22 de maio de 2011

Divagações




É por essas e outras que a vida fica tão sem graça. Mas pode ser só um dia nublado.



Eu estou aqui para derramar minhas palavras. Lamento, leitor, se elas esbarram em você. Sai da minha frente, então! Não vim ao mundo para agradar a ninguém. E por mais que eu tente, não consigo mesmo. Então não tenho a ousadia de agradar a gregos e troianos numa mesa hitleriana patrocinada por judeus e palestinos. A esquerda e a direita que se danem no banquete do centro. Eu sou o de fora. Há sempre, sim, esse jogo de contrários em tudo quando existe nesse mundo. E eu abandonei há tempos aquela necessidade de agradar a todos. Nada mais me desagrada senão a desagradável mania de alguém querer sentir-se agradado. Agrade-se do que quiser, a mesa está posta, o jogo foi iniciado, a sorte está lançada, o destino traçado, de algum modo que não sabemos, pelas erínias. Ou não, traçamos o destino a cada momento desprezível que gastamos do tempo efêmero que temos. Vai saber... viva sua vida como quiser e busque a morte se for seu desejo. Só quero que me deixem ser medíocre e tolo, sonhador e fútil, pequeno e insignificante. Pois pode ser nisso tudo que hei de encontrar uma certa grandeza, talvez a grandeza de ser nada. Todo mundo é alguma coisa, todo mundo quer, todo mundo faz, todo mundo tem. Busca, luta, tenta, cai e levanta, tenta outra vê, acredita, se desespera, enlouquece, corre, corre, corre e morre. Eu não! Minha vida não é um filme hollywoodiano de aventuras. Muito menos um dramalhão mexicano ou uma novelinha global. Minha vida é a merda da realidade protocolar e inútil, pasmaceira de mesmices, enjoamento de mesmos rostos, expressões, histórias e palavras. Minha vida se faz no que se desfaz e ninguém podem saber, se o começo é o fim ou se o fim é o começo.
Pouco importa o saber, por mais que o venere com inquebrantáveil fidelidade, pouco importa o saber, que não me tira o cansaço, não me renova inexistentes esperanças, não traz nenhum alento para a angústia latente de tantas madrugada insones, pensativas e estarrecedoras. Deixo os outros saberem muito mais do que eu sobre tudo o que nem se escreveu ou nem se pensou. Academia de sábios insatisfeitos é aquela que usa o saber para deleitar da própria vaidade, enquanto a maior vaidade que tenho é poder defecar o que comi. Então eu me alimento de sonhos, de palavras e de conhecimentos alheios, de sonhos e visões dos iluminados, de lirismo  dos desenganados. Eu me alimento das alucinações dos tresloucados. E das dúvidas dos profetas e dores dos poetas. Eu hei de sempre cagar poesia!
E limparei a bunda com tantas páginas escritas.
Pouco me importa saber se sou deus ou demônio. E se não sou nenhum deles, pouco me importa saber de qual deles sou. Desconfio que deus criou a escuridão e o demônio a luz. Dá pra saber quem plantou no paraíso a árvore do conhecimento do bem e do mal. Sei que somos todos órfãos. Estamos sós na madrugada do universo. Minha prece sempre foi o grito preso na garganta depois de mais um pesadelo. Eu não tenho medo do medo que tenho. Nem do medo que me oferecem gratuitamente de um milhão de modos diferentes nessa era decadente cujo avanço em matéria de comunicação possibilitou cada vez mais ninguém se comunicar com ninguém.
O que querem que eu seja? Meu gosto é muito duvidoso para escolha de uniformes. Não me caem bem os cintos de castidade (bem como a própria castidade), mas também roupinha de rebelde sem causa também não me assenta. A revolta que me atrai é aquela que me repele. A causa que me fascina é a que me exclui. Eu não gosto de parecer com nada que anda por aí, por isso disfarço bem.
Desculpe, caro leitor, nunca sairá de mim algo começando com “ era uma vez...” e terminando com “...e viveram felizes para sempre.” Porque a vida não é um filme de Hollywood, nem um dramalhão mexicano ou  uma novelinha global. A vida é essa maravilhosa merda... protocolar e inútil, aquelas coisas todas que já disse.
Para derramar minhas palavras. E para elas esbarrarem em você! Sai da frente. Eu tenho que passar tão rápido como passam as horas de meus dias.

By Marcos Lizardo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Reflexões fora de orbita

Estava estudando na biblioteca da minha faculdade quando me veio mil coisas na cabeça que estava relacionado aos estudos, mas que ao mesmo tempo tinha ligações diretas com a minha vida e ao estado atual dela hoje.

Dai percebi uma coisa que agora  não quero falar porque vou assistir Les Amours Imaginaires.


Depois continuo, fiquei sem saco. 

 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

I have lost myself again



Sinto falta de ser querida...

Acho que não vou ter mais isso. 

Triste.


______________________________________________________________


Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me

Escute:

domingo, 15 de maio de 2011

Isso é o que da fazer tempestade em copo d'água






- Ouvi dizer que vai a Paris.

- Exato.

- A negócio?

- Não.

- Turista?

- Não.

- Missão política reservada?

- Não. 

- Tão secreta assim?

- Não.

- Se não sou indiscreto...transa de amor?

- Não.

- Está muito misterioso.

- Não.

- Como não? Saúde, talvez.

- Não.

- Compreendo que não queira alarmar...

- Não.

- Busca apenas repouso.

- Não

- Fugir do trabalho, então.

- Não.

- Capricho do momento.

- Não.

- Tantos não devem significar um sim.

- Não.

- Significam sim. Vou repetir as hipóteses.

- Não.

- Temos pela frente uma indústria nova, de vulto.

- Não.

- De qualquer maneira, é financiamento internacional.

- Não.

- Então a coisa está ficando preta.

- Não.

- Está preta, e há jogadas que só em Paris.

- Não.

- Percebe-se alguma coisa no ar.

- Não.

- Não dá para perceber, mas há.

- Não.

- Mas pode haver a qualquer momento.

- Não.

- Nem hipótese?

- Não.

- Nenhuma nuvem distante, muito distante mesmo?

- Não.

- No ano que vem?

- Não.

- Ouvi mal?

- Não.

- Sendo assim, é segredo pessoal? 

- Não.

- O coração é quem dita a viagem... eu sei.

- Não.

- Sim, sim. Pode confessar.

- Não.

- Hoje em dia essas coisas são públicas. Dão até cartaz.

- Não.

- Sei que não precisa disso, mas...

- Não.

- Por que não? Está com medo da imprensa?

- Não.

- Receia perder a situação social?

- Não.

- A situação financeira?

- Não.

- Política?

- Não

- Pois olhe, melhor é preparar o ambiente.

- Não.

- Claro que sim. Insinuar mudança em sua vida.

- Não.

- Discretamente.

- Não.

- De leve, só uma pincelada. Deixe comigo.

- Não.

- Não abro manchete nem boto aquela foto em duas colunas,  
aquela bacana, lembra?


- Não.

- Só cinco linhas.

- Não.

- Duas.

- Não.

- Mas tenho de dizer alguma coisa.

- Não.

- O senhor é notícia.

- Não.

- Pode dizer que não, mas é sim.

- Não.

- Puxa vida, o senhor hoje está medonho. Resolveu responder não a tudo que é pergunta minha?

- Não.

- Ah, é? Então vamos recomeçar: o senhor vai a Paris?

- Vou.

- E que é que vai fazer em Paris?

- Ver.

- Ver o quê?

- O Último Tango em Paris.

- E por que é que não me disse isso logo, homem de Deus?

- Você não me perguntou, por que eu havia de responder?
Carlos  Drummond De Andrade 


Porque as vezes temos o costume de fazer rodeios quando não tem boi nem cavalo, temos costume de procurar sarna quando não tem nenhum cachorro por perto ou então vestir a carapuça quando nem cabeça temos pra pensar avalie vesti-lá.


Preciso de pessoas simples, sucintas que não enrole muito a vida.


Coisa simples de hoje - Quero comer pudim!
         


Crônica de Amor

Ele não é meu predileto, mas gosto da idéia dessa crônica, não combina exatamente comigo, nem com as coisas que eu gosto, nem com o meu ideal de ser humano, mas a idéia que ela trás é sem dúvida inspiradora, amor por amor, amar por amar, não existe uma definição e nem uma explicação, quando isso acontece do que adianta lutar contra? 


Se está com a pessoa é sofrer, está sem ela é sofrer ao cubo...



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor





Escute:

Anneke Van Giersbergen - Beautiful One