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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tentando entender

Desde pequena aceitar certas verdades não foi fácil, aceitar sim e não até que era fácil, mas compreender a complexidade de uma relação entre pais e filhos e a emoção que existe entre eles nessa cabecinha era meio confuso, então nunca bombardei seus filhos com muitas informações, para uma criança é difícil digeri-las, é diferente de um adulto. Imagens são mais fortes, palavras com entonações firmes as vezes pesa mais do que a própria palavra.

Cresce confusa, perdida em pensamentos únicos que apenas seus botões consegue ouvir, acho que até de entender é difícil, talvés diretamente nem faça sentido. Antes havia falado que o ser humano erra e nesses erros ele aprende e cresce. Caso tenha esse erro outras vezes a falha está muito mais profunda do que se possa imaginar, uma coisa encarnada em algo que não foi assimilado no primeiro erro, vulgarmente conhecido pelo ditado: - Persistir no mesmo erro é burrice.

O problema é que o erro está dentro da pessoa, ninguem pode carrega-lo, ninguém consegue ameniza-lo e está pessoa portadora desse erro, vai ter de levar consigo para o resto da vida, como uma ferida que se tranforma em cicatriz, como uma chaga, uma fenda. Quando envolvemos terceiros no meio disso tudo a coisa fica mais complicada, um erro passa a ser prioridade "pública", exposição, julgamentos, questionamentos, mágoas profundas, ser um pouco cristão e tentar perdoar fica mais difícil quando se tem outros olhos te observando e apontando o dedo em direção a você.

É doloroso.

Estou lendo um livro que não sei se me faz bem ou me faz mal, mas não tinha hora melhor para ele chegar nas minhas mãos.


Ainda posso dizer que te amo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Meus Erros

Hoje meu quarto está escuro, minha mente está turva, perdi o chão, é tudo como um acidente de avião, ele está caindo, caindo... e agora, hoje eu senti a queda, encontro pedaços de corpos no chão, encontro meu corpo em baixo de muitas ferragens e não consigo me mexer, todo o meu corpo treme, consigo ver minha alma saindo de mim, novamente sinto o nó na garganta e esse nó está parecendo uma corda enrolada no meu pescoço.

Um ser humano erra, eu me sinto mal e ninguem pode imaginar o que eu sinto, meus olhos estão inchados, meu corpo está tremulo ainda... Mas s únnica coisa que penso é que meu amor se foi, se foi com ódio, com rancor, deseja a minha morte e minha desgraça.

Então como alguém já falou, a idade não significa nada, a experiencia de vida perde totalmente o sentido, me vejo como uma criança que faz uma coisa errada e fica de castigo, mas é um castigo eterno, severo e vergonhoso, pedir perdão agora não adianta muito, tentar explicar o que eu sinto e porque errei parece não fazer sentido.

Perdoar alguém pra mim é muito mais fácil do que se perdoar, parece impossível aceitar o meu perdão se o perdão do amor não é cogitado. Então o chão some e como características de uma pessoa fraca eu penso na morte, penso em morrer, porque por mais que eu me esforce em ser um ser racional eu não encontro a solução desse calculo trágico.

Não consigo mais escrever, não consigo pensar, só consigo lamentar minha desgraça e a minha incapacidade de tentar solucionar isso.

PERDÃO!
O que mais eu posso fazer?
Perdão por errar, perdão por te magoar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Coisas do cotidiano

Rossana Schiaffino

Tem pessoas que se encantam com a rotina e tem pessoas que se cansam dela, ultimamente eu estou encantada e até algumas pessoas se surpreenderiam em saber disso, logo eu, pessoa tão inconstante, tão agitada, tão animada por novidades.

Mas a questão é que a novidade me cansou, a novidade é incrívelmente chata quando passamos a perceber que junto dela vem defeitos, vem desgostos e principalmente a intimidade.

Poderia haver novidade na intimidade? Já que intimidade representa cumplicidade? Tem gente que não precisa de cumplicidade para ser íntima de alguém, eu entendo isso porque já vivi, mas chega um momento que percebemos que isso é cientificamente anormal, porque o máximo que conseguimos é uma dose considerável de dor de cabeça.

Mas não da pra estipular o que é certo e errado, se limitar demais pode bloquear coisas incríveis, afinal de contas não existe o ser perfeito, se existir (coisa que acho difícil) seria chato e eu particularmente gosto mesmo é das pessoas complicadas, das que carregam consigo defeitos, traumas, nóias, doenças, loucuras, acho que as pessoas mais normais que conheci não passaram de contatos artificiais comigo, ou melhor, superficiais. 

Não sei se é um ditado ou sei lá o que, mas tem algo que fala que atraimos o que somos, eu não acredito muito bem nisso e talvés por isso não consigo lidar muito bem com algumas pessoas. Por exemplo, eu não sou a pessoa mais desconfiada do mundo, mas conheço muita gente que desconfia da própria sombra, então esse exemplo quebra a teoria desse ditado.

Eu conheço pessoas agressivas, e o máximo de agressividade que consegui expressar foi quebrar o óculos escuro do meu namorado. Não que isso seja justificável, mas quero dizer que nunca arrumei briga, nunca fiz barraco e nunca quebrei uma mesa em um bar. Não acho que isso seja bonito, mas ninguém está aqui na terra para fazer julgamento das atitudes das pessoas. Pena que existam pessoas que tenham prazer de fazer isso.

Sinceramente?

Eu acho graça disso tudo.


Sobre Rosanna Schiaffino

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

eu mando, tu manda ele manda

Já escovou os dentes?
Já olhou o facebook?
Já comeu?
Já bebeu água?
Já tomou os remédios?
Já dormiu?
Já acordou?
Já estudou?
Já beijou o capeta?
Já transou com o satanás?
Já piscou os olhos?
Já mijou?
Já cagou?
Já vomitou?
Já bateu punheta pra vizinha?
Já namorou a pomba gira?
Já desejou a tua amiga?
Já pensou em fazer sexo em cima de uma bananeira?

Já... já.. já???


  • Tem que responder tudo isso?
           R: NÃO!


domingo, 12 de dezembro de 2010

Roda Gigante

Quem ja andou em uma roda gigante e não sentiu medo?

Eu morro de medo de altura e por mais que eu admire esportes que requer resistencia ao medo de altura eu me sinto incapaz de pratica-los. Me arrisco em uma montanha russa, roda gigante, mas não posso negar que saio com as pernas bambas, a roda gigante não nos permite esquecer da altura em nenhum minuto, pq todo o seu processo é assim, já a montanha russa chega uma hora que da até pra se acostumar com o medo.

E sou assim, com algumas pessoas. Tem gente que não da pra brincar.

Acho que é melhor evitar fazer alguns comentários, afinal descobri que tem gente lendo isso aki que por sinal deveria ser pouquissimas pessoas.

Tem pessoas que nos faz esquecer o frio na barriga de medo, tem gente que consegue nos manter com o frio na barriga a todo instante.

Meu pai consegue deixar todo mundo com o frio na barriga.

É apenas um exemplo.