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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tentando entender

Desde pequena aceitar certas verdades não foi fácil, aceitar sim e não até que era fácil, mas compreender a complexidade de uma relação entre pais e filhos e a emoção que existe entre eles nessa cabecinha era meio confuso, então nunca bombardei seus filhos com muitas informações, para uma criança é difícil digeri-las, é diferente de um adulto. Imagens são mais fortes, palavras com entonações firmes as vezes pesa mais do que a própria palavra.

Cresce confusa, perdida em pensamentos únicos que apenas seus botões consegue ouvir, acho que até de entender é difícil, talvés diretamente nem faça sentido. Antes havia falado que o ser humano erra e nesses erros ele aprende e cresce. Caso tenha esse erro outras vezes a falha está muito mais profunda do que se possa imaginar, uma coisa encarnada em algo que não foi assimilado no primeiro erro, vulgarmente conhecido pelo ditado: - Persistir no mesmo erro é burrice.

O problema é que o erro está dentro da pessoa, ninguem pode carrega-lo, ninguém consegue ameniza-lo e está pessoa portadora desse erro, vai ter de levar consigo para o resto da vida, como uma ferida que se tranforma em cicatriz, como uma chaga, uma fenda. Quando envolvemos terceiros no meio disso tudo a coisa fica mais complicada, um erro passa a ser prioridade "pública", exposição, julgamentos, questionamentos, mágoas profundas, ser um pouco cristão e tentar perdoar fica mais difícil quando se tem outros olhos te observando e apontando o dedo em direção a você.

É doloroso.

Estou lendo um livro que não sei se me faz bem ou me faz mal, mas não tinha hora melhor para ele chegar nas minhas mãos.


Ainda posso dizer que te amo

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