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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Política

Não me lembro muito bem de quantas campanhas políticas eu já vivenciei, provavelmente nenhuma tão fervorosa como a dos tempos dos meus pais, onde o governo era basicamente liderado pelo regime militar. 

3 de outubro de 1966 - presidente eleito - Costa e Silva.

Meu pai tinha a minha idade e era cheio de idéias revolucionárias na cabeça, acho que nessa época ele vivia no Rio de Janeiro onde meu avô morou um tempo e mora até hoje com os seus quase 90 anos.
Quando esses mesmos burgueses, homens liberais, ricos ou escolha você outra palavra semelhantem decidem fazer doações e caridades filantrópicas, ou simplesmente doam dinheiro para alguma instituição eles são vistos pelas mesmas pessoas que apontaram o dedo como caridosos, bondosos e humanos. Acho que funciona mais ou menos assim, existe os ricos bonzinhos e os ricos malvadinhos, o problema é que hoje em dia quem tem dinheiro passou a ser sinônimo de pessoas más, afinal existe a descentralização do poder, do capital, existe a pobreza, a miséria etc... Mas as pessoas esquecem de lembrar que a riqueze nem sempre nasce da mentira, nem sempre nasce das falcatruas e da corrupção, não acho justo generalizar assim, provavelmente existem pessoas honestas que subiram do zero, conheço algumas até.. então é justo essas pessoas honestas pagarem pela miséria e sofrimento das outras? A humanidade não é perfeita, não é linda e infelizmente nossa política não é um mar de rosas, não adianta defender um partido ou um político porque é impossível saber como será o poder na sua mão e como ele irá levar a diante 4 anos de poder.

Não vou falar em quem vou votar no dia 31 de Outubro, não preciso e o voto é secreto mesmo, e mesmo que eu falasse ninguem ia ler isso então de toda forma não vou falar nada.

VIVA A DEMOCRACIA!

































segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Música e cinema


Duas coisas que não da pra viver sem.
Eu não sei se isso acontece com todo mundo, mas ao ouvir uma música boa sinto minha alma limpa, na música volto no tempo, música me faz chorar, me faz pensar, me faz sorrir...

Sempre desde pequena eu gostei de música, adorava ouvir a rádio e quando eu aprendi a gravar músicas, isso virou um hobbie, eu pegava as fitas do meu pai e saia gravando por cima, lembro que na época eu gostava de skank, paralamas do sucesso, hansons, spice girls, backstreetboys, eu devia ter mais ou menos uns 11 ou 12 anos. Quando era menorzinha ainda gostava das músicas da Angélica, nunca gostei muito da xuxa sabe... preferia a Mara maravilha.. hehe Trem da alegria eu num lembro direito, minha mãe disse que eu escutava e cantava hehehe. Acabei de lembrar de uma fita da Angelica que eu tinha, eu ficava ouvindo no carro da minha mãe, teve uma época que eu quebrei o som da minha casa e como castigo meus pais não compraram um novo, devia ser na época da inflação e as coisas eram muito caras então eu passei um tempão ouvindo música no som do carro, mas voltando ao assunto a fita da Angelica, me lembro que não sei como perdi essa fita e chorei horrores por causa dela hehehe eu era bem pequena mas lembro que chorei muito.

Ainda bem que a gente cresce e vamos aprendendo a filtrar as coisas boas, as pessoas legais e nossos gostos vão se refinando, não sei o que me fez levar a hoje em dia ter esses gostos musicais, algumas das minhas amigas de infância hoje são pagodeiras, forrozeiras, sertanejeiras etc, eu dentre as poucas amigas de infância que tenho contato tive o privilégio de apreciar um bom som, não sei se me atrevo a dizer que gosto é como cú, todo mundo tem um e não se pode julgar, mas é impossível não criar estereótipo de alguns gostos e através da música da pra saber algumas coisas bem interessantes de uma pessoa. Não vou entrar nesse assunto agora, abaixo duas referências musicais do antes e depois:

Uma música do meu tempo de infância: Angelica - Vou de Taxi

Uma música que gosto Hoje: Garbage - I Just Wanna Have Something To Do

Cinema também acho muito parecido com a música, nos causa emoções fortes, boas, tristes, mas pra mim o mais importante é transmitir emoção, já discuti com algumas pessoas que vieram falar mal de filmes pra mim, eu não gosto muito de falar mal de filmes apesar de as vezes me pegar fazendo algum comentário bobo e desagradável, não vou partir para o relativismo aqui falando desse jeito, a questão é que pra mim filmes são feitos para entreter, se ele conseguiu ter essa função é sinal que teve exito, se ele não conseguiu é porque ele não é tão bom para isso, existem vários tipos de gêneros de filmes, romance, ficção, drama, terror, suspense, os gêneros servem exatamente para agradar diferentes pessoas, se dentro de um gênero o filme não consegue manter a atenção do espectador é sinal que ele é um fracasso, se isso acontece com uma pessoa e o filme é visto como ótimo é sinal que a pessoa procurou o filme errado, não faz parte do genero que ela gosta, se o filme não prende a atenção de mais de uma pessoa é sinal que o filme é ruim mesmo para aquele gênero, porque não é comum mais de uma pessoa assistir filmes de um gênero que não condiz com seus gostos. Estou falando isso porque assistir star wars e achei um lixo, acabei dormindo no cinema e realmente não consegui acompanhar a história, pode ser que eu tenha visto numa idade que não entendia muito bem das coisas, lembro que quando assisti era muito pequena, mas a verdade é que nunca gostei de filmes de espaço, naves, coisas extra terrestres etc, sempre achei isso sacal demais, pra mim o filme fui horrível, cansativo queria sair logo do cinema, mas eu sei que existem milhares de pessoas que são desesperadas por esse filme.

Quando eu era pequena ADORAVA assistir filmes de terror, lembro que o meu pai me chamava pra assistir filme do bicho, era mais ou menos assim: "- Bóia Tataia atiti o filme do bicho". hehehe e eu ia super feliz porque ficava até tarde acordada, isso atrapalhou muito, mas muito mesmo o meu sistema biológico, durante muitos anos e ainda atrapalha, mas não me arrependo de ficar assistindo sexta-feira 13, freddy krueger, Chucky etc... Achava o maximo, não sei as outras crianças, mas eu adorava coisas de terror, dia das bruxas, ET's etc. E isso influenciou muito no que eu sou hoje, talvés seja isso que tenha contribuido até para meus gostos musicais.

Hoje em dia eu ando meio fissurada em filmes antigos, Ingmar bergman, Stanley kubrick, Bernardo bertolucci, Georg Wilhelm Pabst, alguns citados nem são tão antigos, mas a questão é que sou apaixonada por filmes que expressão as relações humanas de forma escancarada, rompendo as barreiras da moral social, expondo a natureza humana como tal, na sua agressividade, sua fragilidade, medos, compondo a visão do amor, ódio, sentimentos polêmicos e tão primitivos. Gosto também de filmes de romance, ainda gosto de terror e suspense, mas não tanto como os antigos.

Trailer dos meus filmes prediletos:

Caixa de Pandora (Luise Brooks)  Ao som de Mr Brightside - The killers.

Instinto Selvagem

Os sonhadores

O Exorcista




 




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dores que parecem mentiras

Eu tenho uma doença auto-imune e o que é ter uma doença auto-imune?

A Doença auto-imune ocorre quando o sistema de defesa perde a capacidade de reconhecer o que é "original de fábrica", levando a produção de anticorpos contra células, tecidos ou órgãos do próprio corpo.
Leia mais:
http://www.mdsaude.com/2008/10/doena-auto-imune.html#ixzz137CiOqpp

Claro que existe uma relação de doenças auto-imunes, como:

- Esclerose múltipla
- Tireoidite de Hashimoto
- Artrite reumatóide
- Hepatite auto-imune
- Doença de Crohn 
- Doença celíaca
- Esclerodermia
- Vitiligo
- Lúpus 

 O que está vermelho é exatamente o que eu tenho, então eu fui sorteada, fui a IN felizarda de Deus pra ganhar dois coelhos em uma cajadada só, Artrite e Hipotireoidismo... Claro que eu já passei da fase de ficar me lastimando por ter essas doencinhas marotas, eu já aceitei e olha que nem demorou muito pra isso, no começo eu chorava, queria me matar, achava que minha vida era uma merda, e também não era pra menos, mal conseguia da o laço no cadaço do tênis pra ir ao colégio, acordava todo dia sentindo dores no corpo toda, mais parecia que o cão, o satanás saiu do seu trono de ossos lá no inferno só pra colocar a mão maldita dele em mim e me deixar semi incapacitada, pode parecer exagero, mas na verdade era um exagero eu sentir tanta dor. Descobriram esse troço quando eu tinha 10 anos de idade, claro que o que me incomodava mesmo era a artrite, a hipotireioide nunca foi problema, com excessão da queda de cabelo que eu tinha e da minha obesidade que na verdade mais parecia um balão inflável hehehe não me incomodava tão, o pior de tudo era a MALDITA artrite reumatóide Juvenil, nome grande tal como as dores finas que causava nas minhas articulações.

Na época minha avó que andava no centro espírita dizia que era espíritos pertubados que se encostavam em mim para fazer o mal, como forma de chamar atenção e serem ajudados, eu com 10 anos acreditava até em papai noel, vampiros, espíritos, bicho papão, era uma completa songa monga, e acreditava demais nessas coisas, ia para o centro espírita com ela, tomava passe, acha muito massa, sentia vonta de dormir, me sentia protegida vendo aquelas pessoas que nunca me vira na vida colocando a mão sobre a minha cabeça e rezando. Eu também adorava assistir as palestra, era basicamente um discursso de auto-ajuda, saia de lá calma, determinada, feliz... claro até a dor voltar hehehe e bastava passar algumas horas sem tomar o remédio que a dor vinha com tudo.

Eu acho que muitas das minhas frustrações por conta da doença não era apenas pela dor e pela minha impossibilidade de fazer determinadas coisas, como o karatê que eu tive que abandonar, mas as pessoas que me cercavam que achavam que era frescura minha, achavam que eu exagerava, que era preguiça e coisas do tipo, gente não tem coisa pior do que vc ta morrendo de dor e alguem falar que é frescura, exagero etc... No colégio eu faltava muito quando estudava de manhã, existe a dor matinal, e devido essa frieza da manhã eu acordava muito mal, então eu faltava, melhorava a tarde e no outro dia eu já estava beem melhor, as pessoas saudáveis não entendem isso e ficam pensando que é mentira, ÓDIOOO QUE EU SENTIAAAA! Chorava de ódio e desejava que essas pessoas sentissem o que eu sinto pelo menos uma vez na vida como no momento das minhas crises pra ver se elas conseguiriam pelo menos se levantar da cama.

O título eu acho que não fugi tanto dessa vez... As dores precem mentiras porque não há nada em evidencia para provar a minha dor a não ser minha palavra, então eu me passo por mentirosa nos lugares quando falto, quando me atraso, quando na verdade to morrendo dentro de casa....

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Projetos

Ando preocupada com projetos...

Projeto de pesquisa;
Projeto de vida;
Projeto de casa nova;
Projeto de relacionamentos;
Projeto de emprego;

Tudo isso anda martelando na minha cabeça, mas o que mais tem me deixado perturbada é o projeto de pesquisa mesmo, estou prestes a me formar e ainda não decidi exatamente sobre o que falar no bendito projeto, as vezes me sinto um escritor frustrado cheia de idéias e coisas legais na cabeça sem saber como me expressar, dai acabou de assistir um filme que me inspira, me deixa cheia de vida, sinto vontade de explodir de tanto ânimo, mas quando penso em colocar num papel, me falta as palavras, me fata o tesão de exprimir isso, quando eu paro pra pensar que a 10 anos atrás eu andava com um diário a tira colo e tudo que eu pensava e sentia colocava ali, coisas banais do dia a dia, coisas legais, lembranças materiais, lembranças emocionais em forma de palavra e hoje em dia eu tenho dificuldade de escrever um poema, um maldito tema de monografia, será que eu estou me abestalhando como diria o tão querido deputado FEDERAL Tiririca?

Eu não sei, vai ver preciso voltar a ler mais... e mais uma vez me pergunto, será que eu uso o tempo como desculpa para não ler, será que sou viciada em internet a ponto de todas as minhas horas vagas não ter tempo pra ler, será que eu deixei de gostar de ler? 
Mas se eu não gostasse de ler será que eu teria saco pra assistir filmes legendados? Porque só assisto filme legendados.... Eu não sei... Vai ver eu me acomodei na idiotice virtual... O fato é que essas mistura de lembranças e sentimentos me faz perceber que eu ando mesmo é sentindo falta dessa vaidade intelectual... Dominar um assunto por mais banal ou por mais filosófico que seja ele, só pra mostrar a mim mesma e a quem estiver me ouvindo que EU SEI O QUE EU TO FALANDO... 

Quando paro pra pensar assim percebo o quanto ridículo é isso e ao mesmo tempo o quanto é importante ter isso nos dias de hoje, afinal eu não quero pessoas idiotas perto de mim, não quero pessoas que fuja totalmente das minhas afinidades, até porque pessoas em comum a mim aqui onde eu moro já é difícil, então é necessário estipular esse estereótipo e mesmo assim como eu quebro a minha cara!! Vai ver acabo sendo exigente demais com as pessoas, acabo enjooando delas, as vezes me sinto mal com isso, mas vai ver também que esse é o problema de ser mulher, Tem quem chame isso de TPM, eu acho que se for TPM eu tenho o mês inteiro, olha que engraçado comecei falando sobre projetos e acabei entrando num assunto que não tem nada a ver, acabou que eu encontrei o meu umbigo...

Poderia mudar o título para: Falando de mim.. Mas deixa assim mesmo o importante disso tudo é transformar essa bagaça em uma descarga, onde toda vez que eu aperto enter eu puxo a cordinha...

Pedaços de Mim


  


















Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
                                                                                    
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Continuando o assunto anterior...

Acabei de assistir um filme Lua de Fel, conta a história de dois casais que estão em uma viagem em um cruzeiro, porém um desses casais possuem uma história bem diferente, como havia falado o amor ultrapassou as barreiras da paixão, na verdade já não sei dizer se aquilo era ódio, compaixão, loucura ou doença mental, mas de fato esse filme me fez encarar alguns fatos da minha vida... Mais uma vez a pieguice mostrando as caras, e quem nunca chorou assistindo um romance daqueles nojentos tipo Romeu e Julieta? 

Quem nunca se parou assistindo a novela das oito, ou se emocionando com uma bobageira dessas que passa no Fantástico? 

Desculpa, mas eu não vou bancar a intelectual e ser hipócrita pra dizer que em algum momento na minha vida essas coisas não mexeram comigo. Mas voltando ao assunto sem entrar em muitos detalhes, quem já assistiu esse filme talvez tenha uma leve noção do que eu estou falando, estou falando de desapego, desespero, "amor", piedade, loucuras, sexo, tesão, entre outras palavras que podem descrever momentos atordoados no qual eu passei durante os meus 10 anos de vida no que diz respeito a relacionamentos, dos mais intensos aos mais desapegados.


















Ver sinopse do Filme

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Café Filosófico comenta sobre o Filme

Amor e ódio

Para dar Início a este blog, pensei em falar sobre um sentimento no qual não conseguimos viver sem, Quando somos crianças ouvimos tanto as pessoas falando no amor, ouvimos nossos avós, nossos pais, tios, todo mundo fala que nós ama, mas ainda não somos capazes de entender este sentimento.

O amor anda muito ligado a sentimentos obscuros, algumas pessoas acabam confundindo o amor com paixão, com obsessão, com possessão, mas na verdade amar na realidade ao meu ver é exatamente o contrário disso... Amor verdadeiro é libertação, quando amamos nós cuidamos e esquecemos que a pessoa amada nasceu apenas com um cordão umbilical pregado em alguem, depois desse rompimento nada e nem ninguem é capaz de segura-la. E o amor faz essa confusão em nossa mente, o medo de perder, a paixão que normalmente vem colada a ela nos faz esquecer que amar é encontrar a felicidade nas pessoas que possuem o poder de nos derrotar, de nos destruir, o amor mata, o amor é forte o suficiente para destruir uma país, tem quem diga que o oriente médio vive em guerra por ódio, mas na verdade é o amor fervoroso em suas crenças que fazem esses povos a assumir um papel tão perturbador na terra.

Não posso negar que isso acontece, crimes passionais, suicídios, tortura psicológica pode começar com apenas uma palavra: AMOR!


Só não concordo que isso seja saudável e concerteza não desejo isso pra vida de ninguem.