Quase 6 meses sem postar aqui, já não sentia segurança, havia um sentimento sólido e nítido de invasão, então decidi criar outro blog, um tumblr da vida que foi muito em vão, pois a invasão continuava a persistir. Descobri que lá no fundo essa invasão me acalentava, lá no fundo, por mais que eu não quisesse admitir isso tornava nas entrelinhas a certeza de muitas coisas que superficialmente pareciam incertas.
6 meses depois estou aqui, com um sentimento diferente no peito, mas não tããão diferente, porque sinto da mesma forma o meu olho arder e ainda sujo o lençol branco com o lápis da minha maquiagem, soco meu rosto no travesseiro pra abafar os grunhidos e gemidos que se confundem entre dor, sofrimento e prazer.
Incrivelmente minha cabeça consegue processar mil coisas ao mesmo tempo, chega um momento que não sei mais nem porque estou derramando um rio. Tento me acalmar, tento encontrar em algum pontinho verde um amparo, uma palavra amiga, alguma coisinha fofinha como "Você é bonita, não precisa passar por isso", ou "Isso passa, seja otimista, cuide mais de você" e mais qualquer outra coisa que possa considerar como consolo, mas os pontinhos não são verdes, são brancos, são desconhecidos, são inseguros, são vermelhos, são de qualquer outra cor, menos verde.
Uma vez disse em outro blog:
"Devo aprender a manter minha reservas de tchau e adeus pras pessoas corretas."
Com algumas pessoas isso se torna difícil, até você descobrir que mante-la perto de você apenas alimenta uma auto-confiança e auto-estima que te arranca qualquer expectativa de auto-afirmação. Minha dosagem de caridade e de maldade do ano se esgotou e não existe momento mais adequado de me recluir, meu momento nirvana no seu apogeu.
Desculpa, me sinto exausta demais, dormente demais, sonolenta demais pra ouvir indiretas e levar batidas de porta na cara, já sou grandinha demais, sei me cuidar.

Foto de: Francesca Woodman
6 meses depois estou aqui, com um sentimento diferente no peito, mas não tããão diferente, porque sinto da mesma forma o meu olho arder e ainda sujo o lençol branco com o lápis da minha maquiagem, soco meu rosto no travesseiro pra abafar os grunhidos e gemidos que se confundem entre dor, sofrimento e prazer.
Incrivelmente minha cabeça consegue processar mil coisas ao mesmo tempo, chega um momento que não sei mais nem porque estou derramando um rio. Tento me acalmar, tento encontrar em algum pontinho verde um amparo, uma palavra amiga, alguma coisinha fofinha como "Você é bonita, não precisa passar por isso", ou "Isso passa, seja otimista, cuide mais de você" e mais qualquer outra coisa que possa considerar como consolo, mas os pontinhos não são verdes, são brancos, são desconhecidos, são inseguros, são vermelhos, são de qualquer outra cor, menos verde.
Uma vez disse em outro blog:
"Devo aprender a manter minha reservas de tchau e adeus pras pessoas corretas."
Com algumas pessoas isso se torna difícil, até você descobrir que mante-la perto de você apenas alimenta uma auto-confiança e auto-estima que te arranca qualquer expectativa de auto-afirmação. Minha dosagem de caridade e de maldade do ano se esgotou e não existe momento mais adequado de me recluir, meu momento nirvana no seu apogeu.
Desculpa, me sinto exausta demais, dormente demais, sonolenta demais pra ouvir indiretas e levar batidas de porta na cara, já sou grandinha demais, sei me cuidar.

Foto de: Francesca Woodman
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