Com esse título ta mais parecendo com tema de monografia, hehehe, e o assunto até poderia ser um tema, mas na verdade minha intenção é de soltar frases e palavras.
Ontem assisti uma aula muito boa, a aula na verdade era a apresentação de um filme, o povo brasileiro, um documentário sobre o livro de Darcy Ribeiro, onde ele aborda temas sociais da cultura brasileira. Qualquer pessoa que tenha um pingo de interesse na cultura brasileira ou um pouco mais de curiosidade sobre a miscigenação das raças pelo menos já ouviu falar neste sociólogo, Darcy Ribeiro era um cara apaixonado pela nossa raça nativa, os índios e grande parte dos seus estudos se fortaleceu no conhecimento de costumes e cultura indígena.
O que me estimulou a querer postar hoje aqui foi a percepção de como a juventude cearense vem se comportanto diante da realidade cultural da cidade. Entendo que todos nós temos direito a ter gostos diferentes, não é porque minha amiga gosta da cor rosa que eu também tenho que gostar, mas ter vergonha de onde vive é o mesmo que ter vergonha de suas raizes.
A geração Y se bloqueia de tantas informações fantásticas de nossa cultura que acaba esquecendo que muitas de suas "gírias" e palavras são frutos originários das nossas gerações, negros africanos, índios, portugueses que apesar de serem européus sofrem algum tipo de preconceito pelos brasileiros.
Entrei neste âmbito da questão para questionar o porque do motivo dos nossos jovens cearenses, principalmente da classe AB+ terem tanto preconceito e desdenho pela cultura do sertanejo, do nordestino. Normalmente esperamos que as classes favorecidas sejam mais instruídas e possuam mais cultura, mas o que está acontecendo é que essas classes e esses jovens estão a cada dia valorizando a cultura européia, americana ou qualquer outra menos a sua cultura nativa, tem gente que inventa parentes italianos, parentes portugueses, parentes franceses, parente do inferno, simplesmente para não aceitar que corre sangue negro, indígena e essa mistura de raças na sua veia.
Em contrapartida a oligopolização da indústria cultural forrozeira e quando eu falo de cultura forrozeira não é do mesmo forro pé de serra que os sertanejos estão acostumados a frequentar, gostar e brincar, quando falo da cultura forrozeira falo desse povo sem muita criatividade que sem nenhum puder adultera uma música internacional normalmente que faz sucesso. Eu não chamo isso de cultura, eu chamo isso de desaculturamente ou melhor, idiotização das classes dominadas.
E infelizmente essas classes são engolidas por esses hábitos de copia pessimamente adaptadas.
Operários, de Tarsila do Amaral: um retrato da miscigenação brasileira.

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