Dormi na casa de uma amiga, ela tinha terminado com o boy então fui lá pra fazer compania, ultimamente eu me sinto tão bem estando sozinha, que senti a diferença estando tanto tempo com alguém, acabei que não dormi direito com uma mosca dos infernos me enchendo o saco, a cama de mola é estranha e eu não me adaptei, tinha que acordar cedo mesmo pra tomar meus remédios então decidi ir logo pra casa, cheguei umas 8 e pouco da manhã, liguei o som, joguei um pouco de poker do orkut e HA HA HA isso acabou parecendo um diário... Acabei ficando nostálgica com toda essa descrição do começo do meu dia que mal começou. A questão é que eu espero uma ligação, uma pessoa especial que não me liga, tem quem perguntei... - Porque você não liga? Há! Eu mesmo não. Eu gosto de ficar me testando, na minha cabeça é como um teste de resistência, se eu passar é sinal que eu sou capaz de viver sozinha e que não preciso de companias masculinas se é que eu mesma me entendo.
E com esse histórico de começo de dia, eu comecei a escrever aqui, tá! eu sei que tenho mil coisas pra ler, trezentos milhões de trabalhos pra fazer, minha consciência pesa eu juro! Mas minha mente ta tão perturbada com esse final de ano maldito como todos os outros 24 anos contando com os anos que eu me lembro e os anos que eu não lembro, por exemplo, o dia que eu nasci deve ter sido horrível pra mim, poxa sair de um lugar quentinho, confortável, seguro pra cair nos braços de um homem que eu mal conheço e ainda ser lavada por uma mulher que provavelmente estava alí porque era o jeito hehehe, se eu tivesse consciencia eu não ia gostar, mas enfim, deixando as viagens de lado e voltando para o ponto chave do assunto, decidi postar aqui pra vê se eu descarrego um pouco desse turbilhão de coisas que estão passando na minha cabeça.
No post anterior eu coloquei uma poesia, poema ou sei lá o quê que eu escrevi a alguns anos atrás.. é vi agora que foi em 2003... exatamente 7 anos atrás, não vou repetir o que eu ja escrevi sobre o que eu senti quando li, mas vou aproveitar esse espaço meu para colocar outra que escrevi nesse tempo também.
Susurros de Agonia
Paixão invejável que não me satisfaz
olhares ternos que me adormecia,
a chaga dilatada que aquecia,
era o sinal de que eu ainda estava viva!
A lua tão serena realçava as gotas
na superficie da minha pele amarga,
recordando a existência da minha alma maldita.
O azar é a flor do meu jardim de encantos fúnebres
onde reside a falecida liberdade da felicidade.
Lua, susurros, paixões, azar, entregues
na mão da soberada vida,
que na lutuosa força infinda,
A dor humana congregada!

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